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segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que as Redes Sociais têm em comum com os "Vizinhos à moda antiga"?



Na semana passada pude conferir de perto que as redes sociais cumprem sim, e muito bem, o papel dos nossos "vizinhos de casa à moda antiga".
Minha vizinha passou por momentos de aflição, desespero e medo, quando Greg resolveu sair de casa, de uma hora para outra. Ela não conseguia imaginar a sua vida sem Greg, que sempre foi muito fiel, amigo e companheiro. Até aquele dia ele nunca havia reclamado de nada.
Então, como ele pode sumir da vida dela num piscar de olhos?? Já estava acostumada com a sua companhia e a rotina do dia: preparar a comida, arrumar a cama, fazer carinhos e cafunés que ele sempre gostou de receber, além dos passeios diários pelo bairro em que moram. Quando soube que o Greg tinha ido embora, fiquei preocupada só de imaginar que isso poderia ter acontecido na minha família.


Imagine se o Greg, um pequeno cachorrinho da raça Yorkshire, que sempre teve todos os mimos em sua casa, poderia sobreviver sozinho na rua, enfrentar o desafio de atravessar as ruas sem ser atropelado, de fugir daqueles que pudessem maltratá-lo, de encontrar comida ou até mesmo de alguém achá-lo bonitinho e não devolvê-lo mais ao seu dono? 
Nós também temos uma yorkshire, a Nina, que é a alegria de casa e faz parte da família. Pensar que poderia ter sido com ela... e saber que o Greg é o nosso vizinho, imediatamente nos colocamos à disposição para ajudar a encontrar o fujão do Greg.


Pedi permissão da "vó" (dona) do Greg, para divulgar o seu telefone para os meus contatos do twitter. Não tenho tantos contatos, mas pensei logo em alguns deles que poderiam fazer uma grande diferença. E foi isso mesmo que eles fizeram. Num piscar de olhos, a mensagem direcionada e enviada a quatro pessoas da minha rede já estavam sendo retuitadas de forma exponencial. Minutos depois, quando vi que o meu twitter estava "bombando" com as informações do Greg, não pude deixar de me emocionar, vendo todas aquelas pessoas que, mesmo sem conhecer o Greg, estavam colaborando no processo de busca do cachorrinho. Senti-me acolhida e ao mesmo tempo amparada pelos meus "vizinhos virtuais"Parecia que de uma hora para outra, o objetivo de encontrar o Greg tornou-se um desafio comum.


Lembrei-me dos "vizinhos à moda antiga" que, ao final do dia, colocavam as cadeiras em frente suas casas e se reuniam para bater papo, trocar receitas, ajudar uns aos outros... enfim, compartilhar as experiências de vida. Era mesmo uma comunidade... uma rede social, onde um se apoiava no outro, bem no estilo "um por todos, todos por um".


E o que são as famosas "Redes Sociais Virtuais", tão comentada hoje em dia?
São Redes Sociais com o mesmo conceito das que sempre existiram, mas com propagação mais ágil, com abrangência exponencial e com alto poder de influência no público pertencente às redes de contato.
Hoje o controle dessas redes não pertencem mais a uma pessoa ou empresa. Talvez esse seja um dos pontos de dúvida e insegurança que as redes sociais exercem sobre as organizações, que ainda pensam ou insistem em controlar tudo o que se fala de sua empresa. As redes sociais podem sim contribuir com o fortalecimento da imagem de uma marca tanto pelo lado positivo como negativo. O "lado" a ser reforçado dependerá, exclusivamente, das ações e atitudes de cada uma das empresas.


Fazendo uma reflexão mais aprofundada, não são as pessoas que decidem, aleatoriamente, falar bem ou mal das empresas. São as próprias empresas que dão "motivos" para "cair na boca do povo" ou "cair na rede".



A propósito do Greg, ele foi encontrado no dia seguinte e está feliz da vida com o retorno à sua família.
Foto do Yorkshire Greg


Nosso agradecimento, em especial, a quatro contatos do twitter que receberam o meu pedido de socorro e, imediatamente, tiveram a atitude e postura de "vizinhos à moda antiga".

@Uberlandia - @ClubedoPet - @Val_Medrado - @CeciliaCabral_
Sigo e indico (#FF)

Agradecemos também a todas as outras pessoas que participaram desta rede de vizinhos virtuais.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

STORYTELLING: Qual é o impacto de uma boa história?



Era uma vez...
Quase todas as historinhas que ouvimos quando crianças começavam dessa forma e, não importava o seu conteúdo, o final sempre era feliz... E viveram felizes para sempre.


Crescemos ouvindo e contando histórias, nos embalando em cada uma e imaginando que uma delas era ou poderia ser a nossa própria história de vida.
Qual é a criança que não quer ser o personagem principal da história? Que não quer ser o herói que salva as pessoas, que supera os desafios, que prende os bandidos, que é reconhecido e aplaudido por todos e que sempre encontra um final feliz?


Quando contamos histórias compartilhamos emoções, sentimentos, valores... É como se uma janela do nosso coração estivesse aberta para o mundo da imaginação e as pessoas que participam desse momento mágico, embarcam com a gente no mesmo sonho, tornando nosso vínculo mais estreito e fazendo-nos acreditar no impossível.


A emoção compartilhada nos conecta, automaticamente, com as pessoas envolvidas.
Achei mais fácil fazer uma representação gráfica sobre o que a "Contação de Histórias" - Storytelling, significa para nós e de que forma ela foi ocupando mais espaço no dia a dia da nossa família.


A imagem acima não tem nenhuma pretensão científica. Trata-se de uma experiência pessoal e da minha percepção sobre o impacto dos momentos de “Contação de Histórias” na contribuição do processo de aprendizagem das nossas filhas e do quanto essa prática tornou o nosso relacionamento mais estreito.


Da "Contação de Histórias" infantis à nova expressão corporativa do momento: STORYTELLING...
O que elas têm em comum?


É importante saber contar uma GRANDE história. Para que ela seja percebida dessa forma, é necessário que o “ouvinte” deixe a postura passiva de apenas ouvir a história para se identificar com um dos personagens desse enredo, tal qual nas histórias infantis. Fazer parte da história é sentir-se acolhido, reconhecido, incluído... valorizado!!! E é nesse ponto que as organizações têm a oportunidade de envolver e trazer para mais perto dos seus negócios, os clientes, que passam a ter uma relação mais "intimista" com as empresas.

Com a presença das redes sociais em nossa vida, o ato de dialogar cada vez mais torna-se importante no mundo virtual, onde as pessoas curtem compartilhar com sua rede de amigos, suas ideias, conquistas e histórias de vida. Apesar do espaço ser virtual, o fato de estarem permanentemente conectados com o seu mundo, o diálogo cumpre a função dos encontros pessoais, com a nítida percepção de proximidade, de não estar só.


Trecho de uma matéria da EXAME:
“Cada vez mais empresas descobrem que contar boas histórias – um novo conceito conhecido como Storytelling – ajuda a vender conceitos e motivar funcionários.” 
Caso queira ler o artigo completo, clique aqui.



As histórias tornam mais fáceis a venda de uma idéia, produto ou conceito, tanto para o público externo quanto interno das empresas. A ideia de um enredo com heróis e mitos, ajuda a desmistificar as complexidades dos assuntos e estratégias empresariais, ao mesmo tempo em que promove um clima de magia e estimula os envolvidos a embarcarem na história. 

Nossos ancestrais já utilizavam a "contação de histórias" para transmitir seus conhecimentos, crenças, cultura e valores para seus povos, passados de geração em geração. Storytelling é uma forma "repaginada" de se fazer comunicação.

O grande desafio é criar storytelling capaz de apresentar pontos de congruência com o estilo de vida de seu público em potencial. Quando isso acontece, todo o enredo da história que carrega os atributos, benefícios, conceitos, estratégias do produto ou empresa, passa a fazer sentido.


STORYTELLING:
É um novo jeito de fazer comunicação...
à moda antiga. 

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domingo, 20 de março de 2011

Redes Sociais. Mais do que relacionamento é preciso oferecer o ombro amigo.


O objetivo nas redes sociais não deveria ser a quantidade de followers,
mas sim a qualidade do relacionamento com eles.
Em tempo de redes sociais, mais do que estar conectado é preciso ter a capacidade de conhecer e interagir com as pessoas.
Este post é uma reflexão sobre um texto que li de Sílvio Belbute - Redes Sociais e o Mercadinho de bairro. Trecho do texto: Apenas esqueceram um detalhe: a interação. Este “público” quer muito mais que apenas receber informação e “propaganda”. Quer diálogo, conversa, interação, deseja intervir nos processos e se possível nos produtos e serviços.
Desde que eu me entendo por gente, ouço esse papo de relacionamento.
Nasci em uma família feliz, entre um italiano (Santangelo) e uma brasileira (Garcia Ferreira) com descendência portuguesa... Com certeza.
(não pude me conter)

Papai italiano de Gibellina na Sicília e mamãe mato-grossense de Paranaíba.
Apesar da fama de siciliano ser mafioso e mato-grossense bravo e acreditar no “olho por olho, dente por dente”, o que nunca faltou em casa foi amor, carinho, união, alegria e principalmente muito respeito entre todos nós. Não era uma regra ser assim, esse sempre foi o nosso modo de viver.
Por isso, naturalmente essa forma de lidar com as pessoas foi transferida também para os Clientes da Padaria São Judas Tadeu em São José do Rio Preto-SP, que o meu pai montou logo que chegou da Itália, nos anos 50. Casou-se com mamãe e os dois sempre comentavam que um dia teriam a maior e melhor padaria da cidade... E tiveram.
Brinde: Miniaturas de xícaras de café
Mas o ponto desta conversa não é a história de vida deles, que também vale a pena ser compartilhada, mas onde a padaria entra nesse contexto de relacionamento nas redes sociais.
Os clientes sempre foram considerados os bens mais importantes do “negócio padaria”. Meus pais conheciam todos os seus “fregueses”, que eram muito mais do que Clientes... Eram seus amigos da padaria. Conhecia o comportamento de compra de cada um: aquele que era fanático por sonhos recheados de creme amarelo com muito recheio, outro com pouco recheio, o que gostava do pão branquinho, enquanto outro do pão torradinho, aquele que curtia um bom papo ao pé do caixa. Tinha também o que era maluco por broas de amendoim, deliciosas e únicas na cidade, eram feitas apenas em dois dias na semana e que, coincidentemente, não eram os melhores dias para esse Cliente...
Sabe o que meus pais faziam? Separavam algumas broas para assá-las nos dias em que esse Cliente ia até a padaria, selecionavam os sonhos com mais recheio para os que gostavam, ofereciam o ombro amigo aqueles que precisavam. Eles atendiam cada um como se fosse o único Cliente da padaria.
Com toda essa informação e conhecimento dos Clientes, era inconcebível ficar indiferente diante disso. Por ouvi-los acabaram criando novos produtos. O respeito, amizade e atenção aos detalhes conquistaram toda a Clientela que passou a indicar a padaria para seus amigos. Pode-se dizer que eles não recebiam a propaganda... Eles eram a propaganda.
Transportando essa época para os dias atuais de redes sociais digitais, eles transformavam a comunicação em uma ação viral. Criavam um “burburinho” em torno da marca da padaria.
A quantidade de “Clientes followers” de uma empresa deveria ser conseqüência de um bom relacionamento e não a sua prioridade.  Essa é uma reflexão válida também para as pessoas físicas que têm twitter e buscam quantidade e não qualidade com os seus followers.
Para conquistar Clientes é preciso respeitar, conhecer, dialogar e interagir de forma individual.
É dar atenção além do que se espera.
Mais do que relacionar-se, é preciso oferecer o ombro amigo.

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Todas as palavras “Cliente” do texto iniciam em cx.a. (letra maiúscula) porque era exatamente assim, grande e especial, que as pessoas se sentiam quando entravam na Padaria São Judas Tadeu, nos anos 50, 60 e meados de 70.
Se você quiser conhecer, na íntegra, o texto “Redes Sociais e o Mercadinho de bairro”, acesse o link: http://migre.me/458We
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